Em débito com a coluna (não escrevo há 4 Grandes Prêmios), e juntamente com um pedido de desculpas devido ao meu escasso tempo em finais de semestres, irei registrar aqui um “4 em 1” para que nenhuma corrida fique sem os devidos comentários.
O que mudou de lá pra cá? Tivemos corrida virtual, passeios, visita à fábrica, elogios dos chefes e conversas sobre renovação de contrato engatilhadas, anúncio de novas parcerias, (…), … Progresso? Bem, de certa forma, o status da equipe é o mesmo desde nosso último registro, ou seja, independente dos pontos alcançados por Rubens, no balanço geral, a equipe ainda se classifica melhor do que corre. Por que? Basicamente porque o FW33 não é competitivo. Em classificações se busca o limite e, como é só uma volta, extrair o máximo do equipamento é possível, já na corrida o desgaste demasiado dos pneus não permite o mesmo. Superficialmente falando, a equipe tem se empenhado a trazer upgrades para todas as corridas, mas quase não têm surtido efeito.
Para Montreal, onde a pressão aerodinâmica não faz tanta diferença, mas onde é exigido muito dos freios e do motor, a equipe levou uma asa dianteira nova e testou algumas atualizações no assoalho, além de dutos de freio e um difusor modificado. Como no ano passado, o esfarelamento do pneu traseiro esquerdo continuou sendo um dilema mesmo não sendo mais os da Bridgestone, ali foi um festival de escorregamento de pilotos. Na sexta feira, Rubinho foi o 7º colocado na 1ª e 10º na 2ª sessão de treinos livres, e registrou o 16º tempo na sessão de sábado. Na classificação, teve problemas com um disco dianteiro vidrado e perdeu mais de 6 décimos na sua volta, repetindo a 16ª colocação. Na corrida, com pista molhada, Barrichello foi prejudicado pelo Safety Car e por uma manobra de Kabayashi que o fez perder muito tempo tentando voltar à pista. Ainda assim, fez uma ótima estratégia na troca de pneus e ganhou 7 posições em relação à largada, terminando o GP do Canadá na 9ª posição e levando mais 2 pontos pra casa.
No GP da Europa, local da sua 10ª vitória em 2009, Rubinho se focou no acerto do carro buscando tração. A Williams apostou numa nova asa dianteira e em um assoalho que não funcionou. Barrichello foi o 13º e 12º, respectivamente, nos dois primeiros treinos livres e o 16º no sábado. A equipe chegou ao ponto de retirar todas as atualizações tentando uma solução, porém nada funcionou. Com o assoalho antigo, se classificou em 13º tendo cometido um erro na última curva de sua volta rápida, porém nada que lhe tirasse mais do que uma posição no grid. Na “corrida de nenhum abandono”, pilotando no limite todo o tempo um carro péssimo que devorava os pneus traseiros, Rubinho cruzou a linha de chegada em 12º. Apesar de tudo, tinha plena condição de terminar na zona de pontuação não tivessem Perez e Alguersuari se beneficiado estrategicamente.
Em Silverstone (o “quintal de casa reformado”), na sexta feira de treinos, com a pista molhada, Rubinho marcou o 3º melhor tempo pela manhã e o 8º do dia. No sábado foi o 14º no último treino livre e se colocou na 15ª colocação do grid, prejudicado pelo tráfego no Q2. A equipe trouxe para esta etapa um novo escapamento, novo difusor, nova asa dianteira e nova suspensão. Foi aqui que o fluxo de gases contínuo para o difusor deixou de ser permitido mas, como a Williams sequer havia conseguido desenvolvê-lo ao nível das outras equipes, foi algo até favorável para o time. Na corrida, Rubens perdeu cinco posições na largada, se recuperou e terminou o GP em 13º, não conseguiu evoluir mais pela rigidez da suspensão nova em pista molhada e se arrastou nas últimas voltas com os pneus destruídos.
Partindo para Nurburgring, com novas asas dianteira e traseira, upgrades na suspensão, os difusores soprados de volta e nada funcionando como deveria, o carro nº11 foi o 14º em todas as sessões de treino e, na classificação, foi obrigado a correr sem o Kers por exceder em 8kg o peso total do carro. O circuito ainda apresenta muitos desníveis, por essa razão, encontrar o acerto ideal é um trabalho árduo e a ausência do dispositivo foi apenas um problema a se juntar com as saídas de traseira. A Pirelli colaborou levando para a prova os pneus duros, o que tornou tudo mais difícil. Na corrida nosso piloto fez ótima largada, ganhou posições, tinha um bom ritmo mas relatou uma perda de potência e o time se atentou para um problema de vazamento de óleo que o forçou a abandonar a prova após sua primeira parada nos boxes, na volta 16.
Bem, é isso… Em resumo, vale dizer que mesmo não estando nem perto do “carro dos sonhos”, as tentativas de melhora não estão estacionadas, mesmo parecendo que não tem jeito, a equipe continua trazendo atualizações que, funcionem ou não, têm uma finalidade e, que o time não está contente, nem pretende permanecer com 4 pontos no campeonato.
O GP da Hungria acontece no próximo domingo e mais atualiizações são esperadas, nos cabe torcer pra que sejam positivas. Até mais (de volta à coluna única)!





