[Coluna Barrichello] Ponto final no jejum de pontos.

Em sua segunda casa, Rubens Barrichello pôde dar uma rasteira na onda de má sorte que o rodeou por cinco etapas nesta temporada. No circuito de Monte Carlo, o desempenho...

Em sua segunda casa, Rubens Barrichello pôde dar uma rasteira na onda de má sorte que o rodeou por cinco etapas nesta temporada. No circuito de Monte Carlo, o desempenho da equipe Williams permitiu que o brasileiro marcasse seus primeiros pontos no mundial.

Novo capacete, ideia do filho Eduardo.

O circuito monegasco costuma chamar bastante a atenção pela tradição de hospedar a prova mais charmosa do calendário (há controvérsias), por suas intermináveis peculiaridades como [relativas] belas imagens, treinos na quinta-feira, falta de ultrapassagens somada a excesso de batidas e, por isso, exigir atenção extra do piloto em se manter intacto na situação de buscar uma melhor volta há milímetros do guard rail (o próprio Rubinho disse certa vez que percebe estar fazendo um bom tempo quando ouve o barulhinho dos pneus esfoliando a proteção). Quem dera o cuidado redobrado fosse somente com o próprio traçado, “o buraco é mais embaixo” (não os bueiros, que desta vez foram suficientemente lacrados antes da prova), além de tudo, o piloto tem que contar com um pouco de sorte e não ser alvo de algum “kamikaze”.

Treino de sábado

Para o fim de semana os compostos levados pela fornecedora de pneus Pirelli foram os macios e supermacios, sobre este último pouco se sabia já que não o utilizavam desde os testes da pré temporada, mas já nas primeiras sessões de treinos livres em Mônaco, onde ficou com a 13ª colocação, Rubens e a equipe perceberam que o desgaste não seria um problema considerável como se mostrou nas últimas corridas, além disso contou com algumas atualizações na asa traseira combinadas com o assoalho antigo para efeito comparativo de performance, nestas sessões se dedicou a encontrar um acerto específico para a prova no domingo. “Devemos ter uma boa performance na classificação, mas queremos o mesmo para a corrida e para marcarmos pontos”, disse.

No sábado, vindo de 12º na tabela de tempos no último treino livre, sofreu um pouco com a falta de aderência dos pneus novos (estranhamente mais lentos que os usados), resultante do acerto escolhido e finalizou sua participação no Q2 repetindo a posição da manhã para o grid de largada.

Equipe trabalha na troca de pneus.

No domingo, a corrida foi movimentada desde o início. Rubens, que herdou uma posição pela ausência de Sergio Pérez, fez boa largada e protagonizou algumas belas ultrapassagens, inclusive sobre Michael Schumacher (que é sempre a mais divertida, assista “aqui”), além de ousar na estratégia. Logo após sua primeira parada (que até então deveria ser única), Rubinho acabou sendo prejudicado pela entrada do Safety Car que entrou em seguida. Recuperou as posições perdidas e, na volta 68, já em 10º (momento de uma batida envolvendo outro carro), optou por uma nova troca de pneus impulsionado pela certeza de que sua posição não se alteraria, fato consumado. O problema foi que a prova foi interrompida logo depois e, em circunstâncias confusas, outros carros que já apresentavam certa desvantagem em relação aos seus pneus, também foram autorizados a trocá-los, além de troca de bico, asa… justo ou não, só nos coube “chiar” e aceitar. Com pneus novos talvez conquistasse uma posição melhor ainda, mesmo assim, acabou involuntariamente resgatando um ponto de Maldonado quando este abandonou a corrida em um dos incidentes envolvendo Lewis Hamilton da McLaren.

Rubens cruzou a linha de chegada na 9ª posição e terminou com o jejum de pontos da equipe detendo os dois únicos conquistados por ela até aqui. “Acabei em 9º, mas não da maneira que eu gostaria, já que isso se deu devido à retirada do meu companheiro de equipe”, afirmou.

Para o Canadá, próxima etapa a se realizar daqui há 2 semanas, a equipe segue otimista. “Como todos os outros times nós estamos desenvolvendo o carro e esperamos por um resultado muito melhor nas próximas corridas”, disse Patrick Head, diretor do time.

Nem precisa dizer que a torcida continua… até lá!

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