[Coluna Vettel] De vento em popa!

Tendo vencido três das quatro primeiras provas do campeonato, Sebastian Vettel desfruta de uma vantagem confortável. Poderá ser alcançado? A pergunta surge em um momento de ligeira euforia. Há quem […]

Tendo vencido três das quatro primeiras provas do campeonato, Sebastian Vettel desfruta de uma vantagem confortável. Poderá ser alcançado?

A pergunta surge em um momento de ligeira euforia. Há quem afirme que o alemão será o próximo Schumacher. Ainda acho cedo para falar nestes termos, mas não podemos esquecer que Sebastian Vettel é o homem que levou um STR3 da Toro Rosso à vitória no Grande Prêmio da Itália de 2008.

Vettel tem sido soberano desde o início, e a prova maior foi este GP da Turquia. Adicionando mais uma pole position ao seu registro, o jovem Vettel largou por fora (Istanbul Park, assim como Interlagos, é uma pista anti-horária) e se manteve na ponta, enquanto o seu companheiro Mark Webber perdeu espaço para Nico Rosberg, que saltou melhor. Lewis Hamilton conseguiu se manter em quarto na primeira curva, mas foi pressionado por Alonso e acabou cometendo um erro em uma das curvas do miolo do circuito. Ele caiu para sexto após ser superado pelo espanhol e pelo companheiro Jenson Button. Felipe Massa atacou Nick Heidfeld na segunda volta e assumiu a nona posição da corrida. Michael Schumacher sofria com os ataques dos rivais: ele dividiu uma curva com Vitaly Petrov, tocou no russo e teve sua asa dianteira quebrada, tendo de entrar nos boxes.

Vettel não sofreu ameaça real em momento algum, apenas perdeu a liderança no instante em que parou, perdendo o posto para Jenson Button (até o momento sem ter parado). Os mecânicos da Red Bull trabalharam com uma precisão mais que perfeita e logo o alemãozinho se recuperou. Na 25ª volta, Vettel ainda fez mais uma parada, sem perder a liderança, e partiu para o abraço sem a menor preocupação. Na volta 30, Webber brigava com os próprios pneus enquanto Alonso o ultrapassava. O troco veio quando o australiano fez seu pit stop muito próximo ao do espanhol, e partiu com tudo com os pneus novos, chegando a parar pela quarta vez na volta 46. Na volta 52, após uma disputa emocionante, Webber finalmente descontou a ultrapassagem de Alonso e conquistou um honroso segundo lugar, 1,2 segundo à frente do piloto da Ferrari.

Só o que falta resolver agora é se esses pneus vão continuar a esfarelar sem mais nem menos. Toda a área fora do trilho ficou coberta de resíduos de borracha. Daqui a pouco aparece o Greenpeace protestando contra a corrida, exigindo o reaproveitamento das sobras dos pneus.

Será que vale tudo isso em nome do espetáculo? A Pirelli, ao atender o pedido da organização da F1 de fabricar pneus propositalmente menos resistentes (em nome do “espetáculo”), não está pagando um preço alto demais para obter visibilidade mundial, ao passar a ideia de que os seus produtos não duram nada? Pra mim estão levando muito a sério a estória do “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

Fico até imaginando se os meus pneuzinhos de isopor são mais resistentes que esses aí.
Pirelli P-Zero - PH Miniaturas