Aniversariante da semana, Rubinho comemorou uma marca pessoal neste dia 23, 39 anos de idade. O piloto que compete sua 19ª temporada na maior categoria do automobilismo mundial, já dedica 33 de suas primaveras à velocidade e, acredito que pelo menos 38 a qualquer coisa que possua rodas.
Só que a Williams, mais uma vez, não foi capaz de presenteá-lo e mais uma vez, Rubinho se viu longe dos pontos no mundial. Ainda tento entender como uma equipe que renasceu, como vimos na temporada passada, parece retornar ao ponto de partida a cada novo GP. Não se trata apenas de motivação, mas a equipe acaba regressando a cada novo [ou velho] problema apresentado e, por isso tem se concentrado apenas em resolver os problemas, isso tira o foco do desenvolvimento. É claro que existiu uma decepção conjunta pelo aparente fracasso do projeto FW33, mas onde a questão mais preocupa é que o time acabou estabelecendo uma meta pífia àquela do início da temporada, agora a equipe limitou-se a simplesmente alcançar os pontos, a terminar as corridas.
Colocando Rubens em pauta, podemos ficar horas aqui falando sobre quão profissional ele é, que sabe que a pressão por resultados existe em torno dos pontos e o quanto sabe lidar com ela. Que também sabe que os pontos motivam a continuação do trabalho, que os patrocinadores só ficarão no time se tiverem retorno ao investimento mas, principalmente, ele sabe o quanto é “chateante” dar o máximo de si e não poder chegar a lugar nenhum por falta de suporte. Então, a questão é que existia um projeto de um carro promissor, existe no papel um carro melhorando, mas, na pista, não é o que acontece. Muitas grandes atualizações vêm sendo trabalhadas desde o GP da China, mas nem todas apresentaram os resultados esperados.
Falando sobre Barcelona, na sexta-feira, Rubens testou uma nova asa traseira que funcionou bem, mas havia uma preocupação com o novo assoalho e o sempre citado desgaste dos pneus pela baixa aderência evidente na pista espanhola, que já sugeria um mínimo de quatro paradas na prova. Na primeira sessão terminou em 10º e foi o 14º na segunda.
Na manhã de sábado, colocou-se entre as Ferraris com o 10º melhor tempo e previa arriscar na classificação utilizando-se dos pneus duros no Q1, mesmo sendo estes cerca de 2s mais lentos que os macios, assim economizaria um jogo de pneus novos e teria mais opções de estratégias na corrida, momento em que eles seriam fundamentais. Pois é… involuntariamente isso acabou acontecendo mesmo. Com problemas na caixa de câmbio, teve que encerrar sua participação na primeira parte do treino e não teve chance de registrar outra volta, assim, largou na 19ª posição do grid. Uma pena, já que o carro tinha potencial para o Q3, onde foi parar o companheiro, Pastor Maldonado.
Na corrida o rendimento do carro não agradou. Chegou a perder uma posição na largada mas a recuperou rapidamente. Efetuou as quatro paradas previstas, sendo uma delas muito demorada, situação que o jogou para último e, somada a uma falha no Kers, lhe tirou qualquer chance de recuperação.
Rubinho ainda conseguiu terminar a prova duas posições à frente de sua posição de largada enquanto Maldonado encerrou 6 posições atrás, atestando o quanto o carro ainda precisa melhorar em provas.
Bem, se o domingo foi um pouco chato, deixemos claro que a segunda-feira (de festa ainda) existe mesmo é pra apagar isto, e lembrando que Monte Carlo é “logo ali” (literalmente o quintal da casa dele), onde tem um grande histórico de bons resultados, onde se sente “confortável”, nas palavras dele mesmo, e onde se espera uma reação do time.
Até o próximo domingo!
…
*Imagem introdutória da coluna por Carlos Barrichello Jr. (@barrica11)





Luiziana,
Mais uma vez você arrasou no texto!
Mesmo os resultados das corridas não sendo o que a gente espera, você consegue discorrer de forma inteligente, leve e descontraída.
Até a próxima.
Erick
Força Sempre!