[Coluna Barrichello] Se funcionasse…

Olá! Algo diferente a tratar na coluna desta semana? Temos. A começar pelas mudanças dentro da equipe Williams. Há alguns dias foi noticiada nos veículos especializados uma reestruturação na diretoria...

Olá! Algo diferente a tratar na coluna desta semana? Temos. A começar pelas mudanças dentro da equipe Williams. Há alguns dias foi noticiada nos veículos especializados uma reestruturação na diretoria a partir de algumas demissões voluntárias, entre elas, do chefe de aerodinâmica, Jon Tomlinson e do diretor técnico, Sam Michael, que já tinha 10 anos de casa, ambos permanecem à frente de suas funções só até o final desta temporada.

Michael deixa a equipe no final da temporada

Para 2012, é certa a chegada do ex-McLaren, Mike Coughlan (aquele afastado pelo envolvimento no caso de espionagem na temporada 2007), como engenheiro chefe. A novidade é uma tentativa de superar a má fase enfrentada pelo time cujas ações, inclusive, despencam na Bolsa de Frankfurt. Adam Parr, presidente do time, também tentou entregar seu cargo, mas Frank Williams, Patrick Head e Toto Wolf, proprietários, não aceitaram a demissão, então ele continua em Grove. Adam chegou a comentar que Patrick Head também programava se afastar no fim da temporada (nada que tenha ligação com as demissões) e anunciar sua aposentadoria, mas Head fugiu do assunto.

O que muda para Barrichello? Bem… ele ainda não tem contrato anunciado para o próximo ano, então, é cedo para falar. Notório é que o desempenho da direção não condizia com as necessidades de Rubens, não por incapacidade dela, mas por sobrecarga de funções, atestada pelo próprio. Eu diria que a dedicação dos demais membros não acompanha a dedicação do piloto, nem a motivação e visão de possíveis melhoras são as mesmas. Longe de mim fazer afirmações infundadas, até porque considero, principalmente, Michael muito competente e espero que não se desligue da F-1.

O 1º treino livre foi com pista molhada

Na pista, as novidades também apareceram com um grande pacote de atualizações, incluindo novos dutos de freios e novas asas. Havia a possibilidade de uso do novo sistema de escape em conjunto com o novo assoalho mas ele só deve voltar à ação em Barcelona. Rubinho não fantasiou uma grande reação para a Turquia mas acha que isso pode vir gradativamente nas próximas etapas, aliás, falou sobre isso enquanto curtia a Formula Indy com os filhos no Anhebi, em São Paulo.

Voltando para Istambul, a sexta feira de treinos variou com chuva pela manhã e com pista seca à tarde. No primeiro treino livre, Rubinho completou apenas 5 voltas no circuito e no segundo também teve seu treino encurtado por um problema no fluído do Kers, assim, encerrou o dia na 16ª posição e almejando o Q3 para o dia seguinte.

Treino de sábado

No sábado, demorou um pouco a fechar volta e ficou com o 15º melhor tempo da última sessão de treinos livres e, na classificação, de fato quase alcançou o Q3 depois de passar pelo Q1 no limite, com o 17º tempo, ousando na estratégia de utilizar os pneus duros e conservar um jogo de pneus macios intacto. Vale exaltar que conseguiu se classificar para a segunda parte do treino com pneus que retardam a volta em quase 1,5 segundo. No Q2, ficou a 0s024 de se classificar para a superpole e largou na 11ª posição do grid com 1min26s764 mesmo sem as asas traseiras novas. Com seu tempo de volta 0,5 segundo abaixo do registrado pelo companheiro de equipe, marcou praticamente uma pole position considerando o equipamento que tem em mãos.

Entrada da 1ª curva em Istambul

Na corrida, fez boa largada, recuperou posições e protagonizou boas ultrapassagens, inclusive sobre Michael Schumacher (brasileiro adora isso!). No decorrer das 58 voltas, o Kers voltou a apresentar problemas com a refrigeração e, sem poder utilizá-lo, sofreu buscando velocidade nas retas.

A estratégia escolhida referia-se a três paradas para troca de pneus, optando por um longo stint com os pneus duros após a segunda troca e encerrando a corrida com os macios. Já se esperava por um alto desgaste dos compostos no asfalto de Istambul, mas as mudanças no acerto do FW33 favoreceram ainda mais a degradação dos pneus traseiros. Assim, ao final da prova, Rubens perdeu total ritmo e se arrastou para cruzar a linha e terminar em 15º.

Para a Espanha, algumas atualizações já programadas e citadas… Torcemos para que funcionem.

Até lá.

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