De volta ao GP da China, inaugurado e batizado pelo champanhe de Rubens em 2004, onde também conquistou uma legião de fãs, e depois de dois Grandes Prêmios sem cruzar a linha de chegada, finalmente podemos “virar o disco” com respeito à confiabilidade dos carros da Williams já que tanto Rubens como Pastor não tiveram maiores problemas desta vez. Terminar a prova mas, longe da zona de pontuação, talvez determinasse que isso não é motivo de comemoração… talvez não fosse mesmo em outros tempos, mas isso pode ser [e é] um degrau que se sobe.
Não finalizar os GPs australiano e malaio botaram em xeque o projeto ambicioso do FW33, e [claro] começaram as especulações em torno de possíveis alterações na diretoria, a ponto de se noticiar uma “visita surpresa” de Toto Wolff, um dos acionistas, a Grove. Se era verdade, não sei, mas é fato que estragaram a ”surpresa” uma vez que até nós já estamos sabendo.
Adam Parr e Sam Michael afirmaram publicamente que a equipe necessitava resolver os problemas de confiabilidade rápido e se mostraram otimistas para avançar à partir de algumas áreas positivas do carro já no GP da China. Pelos dados superficiais a que temos acesso, parece que obtiveram relativo sucesso no que tange essa área.
Para Xangai, muito vinha se falando de um novo sistema de escape, o mesmo utilizado pela Red Bull. As atualizações entraram em cena nos treinos livres de sexta mas, como já era previsto, as temperaturas atingidas foram um problema para o assoalho do FW33. Nestes treinos, Barrichello ficou em 17º e 16º com 1min41s939 e 1min39s925, tempos acima do tempo de Maldonado que não utilizava as atualizações, a queda de rendimento apareceu principalmente no final da última sessão.“Precisamos revisar os dados para ver se vamos seguir este plano ou voltar ao original”, disse o brasileiro.
No sábado, Rubinho partiu para o terceiro treino livre com a configuração antiga de escape, permaneceu na 17ª posição mas superou Maldonado em 3 décimos e melhorou seu próprio tempo em quase 3 segundos, com 1min37s007. Na classificação, foi detido no Q2 com 1min36s465, e não conseguiu melhorar sua volta por uma manobra de Adrian Sutil na primeira curva, onde todos buscavam melhorar seus tempos após uma bandeira vermelha e obteve, contudo, a 15ª colocação no grid de largada.
Na corrida, Rubens perdeu uma posição na largada e a recuperou antes de terminar a primeira volta. Fez uma prova com ritmo consistente, optou por duas paradas e ganhou outras duas posições, finalizando a corrida em 13º. “Não tem nada de satisfatório em terminar fora dos pontos. Porém, em termos de confiabilidade, conseguimos levar os dois carros ao final. Tiveram alguns estágios durante a corrida em que nosso desempenho foi respeitável, então, nós precisamos focar nestas áreas para melhorar nosso ritmo de classificação” disse Sam Michael.
Com foco num resultado melhor na Turquia e demais, Rubinho e a Williams seguem trabalhando: “O carro não está funcionando como deveria. Vou trabalhar forte para ajudar o time a melhorá-lo. Eu preciso deste carro melhor e sei que posso fazer isso acontecer.”
Então, até o dia 8 de maio.





O FW33 ainda tem muito a dar em 2011, sinto que esse projeto tem capacidade de levar a Williams ao menos a 1 pódio este ano. Acredito que o problema de confiabilidade dos 2 primeiros GPs já estejam superados e que o principal problema na China foram os testes com o pacote novo. O Rubinho correu com um carro diferente daquele usado nos treinos livres e aih fica difícil.
Ainda é cedo pra dizer que o FW33 é confiável. Estarão introduzindo novas peças na Turquia, mas vejo com reserva ainda essa significativa melhora no desenvolvimento do carro. Espero estar errado!