[Coluna Barrichello] Final de Temporada

"Ajudinha" para se proteger da chuva.

Chegamos ao fim de mais uma temporada e, como não poderia ser diferente, a expectativa para a próxima é grande. Nesta segunda-feira a equipe Williams se manifestou oficialmente confirmando a permanência de Rubens Barrichello no time. “Contratamos Rubens porque sabíamos que ele traria seu conhecimento técnico, experiência e paixão. Ele conseguiu tudo o que esperávamos para esta temporada e estamos muito satisfeitos em confirmar que ele guiará pelo time em 2011“, diz o comunicado assinado por Sir Frank Williams. É claro que Rubens também manifestou alegria por continuar com a parceria: “Estou extremamente feliz por continuar na Williams em 2011, onde eu encontrei um ambiente incrível. Fizemos um trabalho de grande progresso nesse e estamos trabalhando muito no carro do próximo ano. Estas são razões que me deixam muito entusiasmado. Tenho que agradecer por todo empenho do time e por compartilharem comigo a paixão pelo automobilismo“.

Hoje, mais do que nunca, é notório que grande parte do público adquiriu uma visão mais ampla com respeito ao trabalho de Rubens, não é que suas opiniões tenham mudado, mas o sucesso em trazer expressivos resultados à uma equipe decadente rendeu-lhe incontáveis e constantes elogios vindos de especialistas, o que facilitou e permitiu aos leigos a compreensão de quão completo ele é. O talento é o mesmo que o elevou e o fez permanecer na maior categoria do automobilismo mundial, mas a maturidade e a experiência adquirida nos últimos anos fizeram crescer o respeito do público à medida que ajudava a equipe a crescer também.

Rubens defendendo a posição

Falando sobre Abu Dhabi, etapa que encerrou o calendário 2010, Rubinho e a equipe priorizaram manter-se na 6ª colocação no Mundial de Construtores, a Force India se mostrou mais forte quanto à velocidade nas retas durante os treinos e isso preocupava. Por isso, chegar ao Q3 era essencial e foi isso que Rubens alcançou. Vindo de um 13º, 15º e 13º tempo nos treinos livres, encerrou na 7º posição na que foi, nas palavras dele: “a melhor classificação do ano”, com apenas 001s acima do tempo de uma Ferrari. O resultado rendeu novos elogios de Patrick Head, reforçando o que eu dizia acima.

Na corrida, algumas trocas de posições devido às diferentes estratégias de paradas nos boxes (antecipadas por um incidente entre Schumacher e Liuzzi logo no início) e nada estava definido. Protagonizou um excelente “xis” sobre a Sauber de Kamui Kobayashi enquanto defendia sua posição e, com sua parada, o brasileiro retornou à pista na 16ª colocação, recuperou posições com as paradas dos demais pilotos mas permaneceu fora da zona de pontuação .

Rubens nos boxes

Adrian Sutil, seu maior rival ali, retornou dos boxes à sua frente mas foi ultrapassado (por fora) na curva 4. Infelizmente a TV não mostrou, mas Rubinho a escalou entre as melhores que já fez (e olhe que o cara tem todo um histórico em ultrapassagens!). Com as diferentes estratégias e sem tantas informações, Rubinho pensou que os carros que vinham à frente ainda teriam que parar e que Sutil estaria pontuando. Ao recuperar as imagens a equipe comemorou muito, pois Rubinho a fez como se fosse a única forma de assegurar a posição do mundial.

Barrichello recebeu a bandeirada na 12ª posição e encerrou o mundial na 10ª colocação com 47 pontos dos 69 da equipe. Garantiu a Williams na posição do mundial e garantiu o “clássico número 11″ no seu próximo carro. Em 19 Grandes Prêmios, alcançou o Q3 por 13 vezes e pontuou em 10 corridas. Suas melhores posições de largada foram na 6ª posição, em Cingapura e no Brasil e, em resultado final da corrida, um 4º lugar no GP da Europa.

Aqui termina a temporada 2010 mas, como já disse, o trabalho para 2011 continua. Rubinho permanece em Yas Marina para participar dos testes coletivos e retorna ao Brasil em seguida para divertir-se e nos divertir com o kart.

Um abraço!

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