Olá seres humanos e não humanos leitores deste espaço no qual escrevo. Podem dizer “Ah, a Coluna Di Grassi está atrasada…” Sim, sei disso. Mas, o trabalho e faculdade me consomem. Mas aqui estou, de volta com a Coluna Di Grassi e com um baita resumo do que aconteceu com o piloto nos últimos GP’s.
Mas por que resumo? Bom, com o que foi apresentado nas últimas corridas, não se pode escrever muito. Só um verdadeiro milagre para isso.
Sim, vamos ao que interessa!
GP da Hungria: Grande Prêmio da Hungria, disputado em Hungaroring. Circuito exigente, de traçado desafiador e exaustivo. Lucas Di Grassi chega com a esperança de manter um desempenho razoável no qual vinha ocorrendo, buscando uma melhoria continua em seu ano de estréia na Fórmula 1 com seu carro Virginiano. Após treinos-livres onde variou em andar por alguns momentos à frente de seu companheiro virginiano Timo Glock, Di Grassi conquistou o 21º posto com o tempo de 1min25s118. Largou bem como de costume, conquistou posições nesse momento inicial e crucial da corrida, mantendo-se bem durante todo o decorrer do evento, travando em alguns momentos bons duelos contra Trulli e Kovalainen. Terminou 4 voltas atrás do vencedor Mark Webber, chegando em 18º. Não foi o melhor das novatas, acabou sendo o penúltimo que completou a prova, à frente apenas do japonês Yamamoto.
GP da Bélgica: Chega o final de semana de uma das corridas mais importantes da temporada, dessa vez o palco é Spa-Francorchamps. Circuito adorado e amado por 10 entre 10 pilotos. Ou até 11 entre 10. Clima diferente, uma verdadeira incógnita. Sol, tempo nublado, garoa, chuva, temporal, tudo isso em uma única corrida, isso é Spa. Di Grassi chega com a expectativa de completar mais uma corrida e se aproximar ainda mais da Lotus, ou até superá-la. O jovem tem uma classificação conturbada, isso mais em relação à instabilidade do tempo em Spa, consegue apenas o 23º posto, mas com as punições a outros pilotos classificados à sua frente, Di Grassi larga no 20º posto marcado no asfalto da reta principal. Chega o domingo e o tempo é o maior problema para os pilotos e equipes. Di Grassi não faz uma boa largada, mas se mantêm no bolo das novatas, brigando por posições. O tempo muda, começa a chover e alguns pilotos optam por irem aos boxes realizar as eventuais trocas de pneus, mas Di Grass mantém-se na pista, assim conquistando algumas posições importantes em relação aos seus principais concorrentes. Ao final, Lucas Di Grassi finaliza a corrida na 17ª posição, ficando em segundo no ranking das novatas nesse GP, atrás apenas de Kovalainen da Lotus. Excelente resultado para o jovem brasileiro em um circuito rápido, difícil e desafiador para todos.
GP da Itália: Monza, 12 de setembro de 2010. É véspera de meu aniversário, no qual ano passado foi comemorado justamente no domingo do GP italiano, que foi vencido por Rubens Barrichello. Um excelente presente para este ser que vos escreve. Circuito rápido e apaixonante, o mais rápido da temporada. Monza é o palco ideal para Di Grassi mostrar um bom desempenho com seu carro virginiano. O carro virginiano tem uma das maiores velocidades no circuito, algo de extrema importância. Mas o equilíbrio em si não é dos melhores, tanto é que Lucas consegue apenas o 21º posto no grid, posição comum de largada do brasileiro. O brasileiro larga mal, perde algumas posições, mas mantém o carro virginiano na briga, disputando posições no grupo de origem e vai levando o mesmo até mais uma etapa completada. Eis que na última volta, os problemas voltam a aparecer. Dessa vez um problema na suspensão retira o brasileiro de mais uma etapa que seria completada. O mesmo acaba terminando na 20ª posição, atrás de Kovalainen e Yamamoto entre as novatas. “O domingo deu um pouco errado. Tivemos uma corrida cheia de problemas. A largada não foi boa e perdi algumas posições. Além disso, perdemos tempo também no pitstop, e no finalzinho da corrida houve uma falha mecânica, a uma volta da bandeirada” disse.
Fico por aqui. E peço desculpas pelo atraso.
Até Cingapura! Abraços.
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Grande Claudão! Para o Lucas só faltam 2 coisas: Primeiro ele terá que aprender a largar (o Massa é bom nisso, poderia ensinar a ele) e em segundo, falta um carro bom pra ele, pois o cara é bom. Sinceramente, acho que ele é bem melhor que o Bruno.
Grande abraço!
Altair Cordeiro.
“…Para o Lucas só faltam 2 coisas: Primeiro ele terá que aprender a largar (o Massa é bom nisso, poderia ensinar a ele) …”
Amigo, sinceramente não sei de onde você tirou isso. O Lucas talvez seja o piloto que melhor larga de todo grid. Em média ele quase sempre ganha de 3 a 5 posições.
E ao Claudão, Você esqueceu de mencionar o fato mais importante para o Lucas na corrida da Hungria. Normal, faz tempo e você como disse, esteve bem atarefado.
Aproveito então para falar sobre o tal fato aos leitores da “Coluna Di Grassi”:
Ele vinha muito bem, tinha passado o Glock e o Kova na largada, e vinha só atrás do Trulli na briga das novatas.
Aí veio aquele acidente (se bem me lembro do Liuzzi) que provocou bandeira amarela em toda pista na volta 15, e aí quase todo mundo aproveitou para parar.
E no pit arruinaram a corrida do Lucas. Um mecânico acabou deixando a roda solta e o brasileiro acabou tendo que voltar ao pit já na volta seguinte, sendo que, ainda por cima fez uma volta se arrastando na pista, para que a roda não soltasse totalmente, o que representaria o seu fim de prova.
Nesse tempo todo perdido com o erro bisonho do mecânico, ele voltou do 2º pit em último, há quse uma volta do Yamamoto, diferença que levou apenas umas 15 voltas pra recuperar. É bom esse japa hein…
E o pior é que entre aqueles poucos que não haviam parado na bandeira amarela estava o Trulli, o único que até então estava na frente do Lucas entre as novatas.
É óbvio que depois, quando o italiano parasse, em bandeira verde, o Lucas o ultrapassaria, o que pode ser comprovado pela posição que o Trulli chegou na prova, inclusive atrás do kova. Então, se nada de anormal acontecesse, Di Grassi muito provavelmente seria o 1º das novatas.