Nesse último fim de semana, tivemos mais uma etapa da F1. Mas no caso de Felipe Massa, é menos uma etapa do mundial. Menos uma etapa para tentar uma recuperação, menos uma etapa para enfim, conseguir uma boa corrida.
O ano que parecia tão promissor para o piloto brasileiro, apesar de ter um companheiro de equipe tão forte, tornou-se um verdadeiro martírio. Massa já não pontua a três provas e tem enfrentado os mais diversos problemas. A situação é tão critica que, ao parar pela segunda vez ontem, um dos mecânicos da Ferrari disse: “Não acredito nesse ano que estamos tendo”. Reflexo da total perplexidade que tem tomado conta da equipe italiana.
No GP da Inglaterra, a má sorte bateu novamente na porta do brasileiro. Sumido nos treinos livres, Felipe sofreu novamente com o famoso problema de aderência que vem tendo, principalmente nas classificações. E assim, o sétimo lugar no grid foi o máximo que ele conseguiu. Mas há sempre a expectativa de corrida ser diferente, tomar um rumo melhor. E essa era a grande esperança de Massa. Esperança que acabou logo na primeira curva. Após um toque com Alonso, seu companheiro que tinha largado muito mal, Felipe teve um pneu furado. Caiu para a penúltima posição e viu sua corrida ir pelo ralo novamente.
Felipe, a partir de então, não conseguiu impor um ritmo forte para tentar se recuperar e voltar a pontuar. Nem o safety-car, que reagrupou o grid já na metade final da corrida ajudou. Sem uma performance satisfatória, Felipe não pôde ser combativo e ainda teve de parar uma segunda ver, depois de errar e danificar novamente os pneus. Terminou a prova na modestíssima 15ª posição.
Muita gente tem se perguntado se o problema de Massa nesse ano está relacionado com o acidente que ele sofreu na Hungria, no ano passado. E Felipe tem desmentido isso constantemente. E de fato, não vejo relação entre o acidente e o mau desempenho dele em 2010. O que ocorre é um problema de adaptação dele com o carro. Ou como ele alega, com os pneus. E isso é complicado de se resolver.
Se Felipe não conseguir se adaptar melhor, resultados semelhantes aos das três últimas provas continuarão, infelizmente, a acontecer.
Ele terá muito trabalho até o fim do ano.
