Damos inicio a mais uma Coluna Di Grassi. Coluna esta, escrita e assinada por este que vos escreve. Um simples ser habitante do planeta terra e amante da velocidade, que se mete a escrever sobre Fórmula 1 e afins. Mas isso não importa, o que importa mesmo é o final de semana de Lucas Di Grassi n GP germânico.
Hockenheim, quinta-feira, 22 de julho de 2010. O dia começa nublado na cidade alemã, tempo frio e com chuva no decorrer do dia. O jovem brasileiro estreante na categoria dá algumas declarações sobre seu momento na Virgin Racing (ou VRT para os Globistas da RGT). Em suas declarações, Lucas revela o estar satisfeito em seu momento na categoria, mesmo em uma equipe estreante, com um carro inferior e sem recursos de desenvolvimento suficientes como Ferrari, McLaren e Red Bull. Não sei por que não tem tais recursos, Richard Branson nada na grana e tem cacife suficiente para bancar geral e ser grande, só basta querer. Mas voltando as declarações do brasileiro… Ele afirma que vive um bom momento, mesmo com tais adversidades e tendo um carro inferior ao companheiro, não tendo equipamentos iguais em nível de desenvolvimento. Isso não é de se estranhar, pois Lucas é novato. Seu companheiro é Timo Glock, não tão velho na F1, mas suficientemente experiente para ganhar tal privilégio da equipe. “É normal a equipe dar preferência ao Timo pela lógica de ele obter teoricamente os melhores resultados”, admitiu o piloto.
Sexta-feira inicia-se os trabalhos na pista, os carros vão para o asfalto molhado de Hockenheim. Lucas faz um belo trabalho com seu carro virginiano e registra a 18ª posição no primeiro treino-livre. O piloto marcou 1:29.500 como sua melhor volta. Já no combinado dos tempos da primeira e segunda jornada de treinos da sexta, Lucas registra sua melhor volta 3s8 acima do melhor tempo do dia, que foi de Fernando Alonso. Terceiro treino-livre que antecede a classificação final, Lucas registra o 22º tempo como melhor giro no circuito germânico.
Sábado, 24 de julho de 2010. A classificação prometia ser evolutiva para o piloto brasileiro, com expectativas de superar seu companheiro Timo Glock. Mas eis, que os problemas voltam a aparecer. Di Grassi sai para sua volta inicial para abertura de volta no Q1 e não registra tempo, recolhe para os boxes já em seguida. O problema foi uma falha no câmbio do carro virginiano número 25, problema inédito por sinal. Em meio a tantos problemas, esse foi inédito. “Assim que saí do boxe eu já não tinha mais a quarta e nem a quinta marcha, então simplesmente voltei para os boxes e a gente tentou resolver pela parte eletrônica, mas não foi possível e tivemos de abandonar a classificação”, comentou Di Grassi. De tal forma, o brasileiro é obrigado a largar em último.
Domingo, 25 de julho de 2010. Dia com nuvens escuras de um lado, nuvens claras do outro, céu limpo de outro lado; não entendo mais nada desse clima maluco. Carros alinhados, luzes vermelhas apagadas. É dada a largada. Di Grassi larga bem, algo que já é rotineiro. Agressivo, veloz e especialista em largadas. Consegue belas ultrapassagens sobre os carros das novatas Lotus e Hispania, ganhou quatro posições de cara só na largada, manteve atrás de Kovalainen no começo da prova, mantendo um bom ritmo de corrida. A corrida se transcorria sem demais surpresas para o brasileiro, ele fazendo o seu na medida do possível, com seu limitado carro virginiano. As 51 voltas completadas, onde Di Grassi era o melhor entre as novatas na corrida, é obrigado a abandonar a prova. Seu carro tem problemas na suspensão, tornando difícil a pilotagem do brasileiro. Uma pena.
Aqui, algumas palavras ditas pelo brasileiro após o GP:
“Eu tive uma largada muito boa, ganhei quatro posições logo na primeira volta e andei próximo ao Heikki Kovalainen no início da prova. O carro estava se comportando bem e eu estava confiante que poderíamos bater a Lotus na corrida e ultrapassá-los após a segunda parada para troca de pneus”.
“Passei em uma zebra, a suspensão quebrou e carro ficou fora de controle. Com essa quebra, foi impossível continuar e o que poderia ter sido uma grande prova, terminou cedo para mim. No entanto, mostramos a força do nosso carro. Estou realmente ansioso para o GP da Hungria na próxima semana”.
O ponto positivo é ver a Virgin mais próxima da Lotus, que é a melhor das equipes novatas.
Realmente uma pena ver o brasileiro abandonando a prova a poucas voltas do fim, uma pena. Mas são coisas de corrida. Isso é algo que pode acontecer com qualquer um.
Para finalizar, deixo aqui minha indignação e desprezo por certa equipe já conceituada dentro da categoria, a Ferrari. Jogo de equipe da forma que foi feita, é sujo, nojento, vergonhoso. Baita papelão, repetindo-se o ato de 2002 na Áustria. Creio que agora, até pior. Pois repetiram o mesmo erro. É por essas e outras, que na F1 dou cada vez mais valor as nanicas.
O próximo GP em Hungaroring, na Hungria. Até lá!
Abraços.





Pois é, quando for escrever a “Coluna Di Grassi” do GP da Hungria, pode até usar exatamente o mesmo título.
O fato é que essa Virgin é uma m… de equipe.
O Lucas vinha de novo numa grande prova, passou Glock (de novo) e Kovalainen, na largada.
Vinha só atrás do Trulli, até o pit, na volta 15.
Aí conseguiram deixar a roda solta!
E o pior é que provavelmente terminaria como o melhor entre as novatas, porque o Trulli não parou junto com todo mundo.
E com o problema o Lucas acabou conseguindo se arrastar pro pit a 20Km/h, e quando voltou, estava 1 volta atrás do Yamamoto, que é tão ruim que, depois de 15 voltas o brasileiro já o havia ultrapassado.
Lamentável essa equipe. Além de ter o carro inferior ao do Glock, o Di Grassi ainda enfrenta coisas desse tipo.
Espero que a Virgin não queime o filme dele. Sei que muita gente só olha pra classificação final, nem repara no que aconteceu durante a prova, principalmente entre as nanicas.
Fica registrado aqui o meu protesto.