A Ferrari vinha para o GP da Europa com boas perspectivas. O carro teria um novo pacote aerodinâmico e o pessoal estava muito animado com o bom desempenho de Fernando Alonso na prova anterior, no Canadá. Enfim, parecia que os italianos voltariam a brigar por vitórias. Mas novamente a escuderia ficou longe do pódio e Felipe Massa novamente teve um péssimo domingo. E continua estacionado, com 67 pontos na oitava posição.
Dizia aqui que essa poderia ser a última chance de Massa mostrar que ainda poderia brigar pelo título. Vencer em Valência, como ele fez em 2008, seria difícil, é verdade. Mas um bom resultado, um pódio talvez, poderia lhe levantar o moral, a auto-estima. Ele poderia ter tido uma injeção de ânimo, mas teve outra decepção. E o pior de tudo é que o fim de semana prometia…
Desde sexta, a Ferrari mostrava que as evoluções estavam surtindo um bom efeito. E os carros vermelhos passaram a andar próximos de Red Bulls e McLarens. Prenuncio de que eles poderiam brigar por posições melhores no domingo. E Felipe Massa, que não estava conseguindo acompanhar Fernando Alonso em boa parte da
temporada, passou a andar mais próximo e até mais rápido do que o espanhol em algumas ocasiões. Tanto é que o melhor tempo da equipe no fim de semana foi de Felipe.
Mas o que vale mesmo são os treinos classificatórios e principalmente a corrida.
Na classificação, a Ferrari mostrou que estava no páreo. Alonso em quarto e Massa em quinto. Na largada, ambos ultrapassaram Webber e subiram para terceiro e quarto. Mas, na décima volta, após um acidente entre Webber e Kovalainen, todo o trabalho do fim de semana foi por água abaixo. O safety-car entra na pista. Vettel e Hamilton, líderes naquele momento, conseguem ficar a frente do carro de segurança e fazem seus pits sem perder tempo. Alonso e Massa não. O espanhol foi prejudicado, caindo para a nona posição. Mas ninguém saiu mais prejudicado do que o brasileiro. Cai de quarto para décimo sétimo e vê suas chances até de pontuar irem para o espaço. Depois do ocorrido, Felipe ficou preso atrás de Liuzzi e nada conseguiu. Ainda assim, depois da prova e com a punição de vários pilotos, ficou em décimo primeiro. Mas muito abaixo do que poderia ter conseguido, pelo carro que tinha e pelo desempenho que apresentava. Não fosse esse incidente, com certeza ele teria terminado entre os cinco primeiros.
Faltou sorte ao Felipe nesse domingo. E sem ela, as chances de título agora são praticamente nulas. O líder Hamilton tem quase o dobro de pontos de Felipe e já estamos na metade do campeonato. Ele precisaria de uma reviravolta incrível, impossível em uma competição tão equilibrada. Terá de correr por outros objetivos, como salvar o ano, diminuir a diferença para Alonso, ajudar a equipe no mundial de construtores. Disputa de título, só no ano que vem, quem sabe.

