Lá vamos nós dando inicio a mais uma Coluna Di Grassi. Coluna esta escrita por mim, um verdadeiro milagreiro alagoano. Sim, milagreiro. Vocês sabem muito bem o motivo de ser um milagreiro. Não preciso justificar mais.
Bom, dessa vez é o Grande Prêmio da Turquia, no circuito de Istanbul Park. Ou será Istambul Park? (Deixo isso para ser esclarecido na próxima Coluna) Circuito este da famosa curva 8, com quatro tangências feitas com o pé em baixo com rotações em torno dos 17 mil giros e em 6ª marcha, para posteriormente pegar uma reta e já cravar a 7ª marcha e os 18 mil giros.
É uma pista familiar para Lucas Di Grassi. O brasileiro já venceu lá em 2007 e 2009 pela GP2. Portanto, histórico nesse circuito ele tem.
Para essa corrida, Di Grassi teria o novo modelo virginiano VR-01, com novas asas dianteira / traseira, tanque de combustível maior e outras parafernálias aerodinâmicas e mecânicas. Com isso, esperam-se melhorias no desempenho do carro virginiano de número 25.
Inicia-se as atividades para o GP da Turquia, os treinos-livres da sexta-feira serão os testes necessários para a verificação do novo carro de Lucas, espera-se um desempenho compatível ao de seu companheiro Timo Glock e até superior às demais novatas.
Após todo o apurado da sexta-feira, constata-se que Lucas ficou à frente de seu companheiro Timo nas duas seções de treinos, algo muito importante para este jovem piloto que está no seu ano de aprendizagem e batalhando com um carro inferior às demais equipes já estabelecidas, bem inferior mesmo.
Para quê comentar o terceiro treino-livre? Não vejo necessidade. Então vamos logo para o treino classificatório. Bom, eis que os problemas voltam no bendito carro virginiano. Lucas Di Grassi consegue apenas o 23º tempo, sendo superado até pela Hispania F1/GP2 de Bruno Senna. Qual o problema dessa vez? Motor! Sendo assim, a Virgin é obrigada a trocar o motor do VR-01 número 25, fazendo com que Lucas largue na 24º posição.
Enfim chega o domingo e será dada a largada para mais um GP. Lucas largará dos boxes. Assim, não podendo exercer sua largada agressiva e arrojada como de costume.
As luzes vermelhas se apagam e é dada a largada.
Como de costume, Lucas com um carro mais evoluído e acertado que as Hispanias de Chandhok e Senna os alcança, executando as ultrapassagens sem maiores problemas, algo que não é muito difícil até para um carro virginiano.
Dessa vez, Lucas não teve nenhuma disputa por posição com intensidade como teve com Fernando Alonso em Mônaco, a corrida foi relativamente mais tranqüila em relação às demais. O único problema no qual ainda perturbava o brasileiro durante a corrida, era a confiabilidade do motor Cosworth. Esse motor é um caso sério.
A corrida segue transcorrendo nas normalidades tanto para Lucas, como para Timo. As 58 voltas são completadas. A corrida é vencida por Lewis Hamilton. Lucas Di Grassi chega em 19º, uma posição atrás de Timo Glock.
Mais uma corrida completada. Está sendo difícil para Lucas, equipe nova, carro não tão bem criado e não tão bem desenvolvido, muitos fatores influenciam, mas a vida de piloto é assim. É feita de altos e baixos, principalmente quando se entra em uma categoria de nível máximo como a Fórmula 1.
Uma das coisas é a Virgin fazer atualizações concretas em seus carros. Não se dá para correr com um aerofólio dianteiro da época de Prost e Senna, que hoje está mais apito para um aerofólio de Fórmula Indy. Outra coisa é o motor Cosworth, esse sim é um caso sério para as equipes que utilizam esse motor. É difícil.
Bom, segue algumas declarações de Lucas Di Grassi após a corrida:
“Tivemos muitos problemas durante este fim de semana, principalmente em relação ao motor, mas conseguimos o nosso objetivo de trazer ambos os carros até o fim e completar o fim de semana como o melhor dos times novos”.
“Demonstramos mais uma vez que a nossa confiança está melhorando e o que precisamos fazer agora é concentrar em melhorar o carro para que possamos ser ainda mais rápidos, e de maneira consistente, sermos a melhor das equipes novas a cada corrida”.
Espero fervorosamente que o carro evolua mais, que seja feito um trabalho real de evolução no carro virginiano, que a confiabilidade dele seja realmente alcançada. E que esse motor Cosworth também ajude um pouco.
O próximo GP é o do Canadá. Gosto desse circuito.
P.S: A cada corrida vem se tornando mais difícil escrever, a falta de produtividade e ocorrências do piloto para qual escrevo é grande, mas é o inicio. Quem sabe daqui uns três anos, estarei escrevendo sobre grandes vitorias deles aqui.
Abraços!


Acho que vc é muito otimista em relação ao Lucas Di grassi. A corrida mostrou que ele não dá conta se não tiver um bom motor… a tendencia é sempre ficara trás do Senna
Uma coisa que a Virgin precisa melhorar é esse motor Cosworth. A Williams está namorando com a Renault, assim como a Lotus. É melhor eles deixarem essa barca.
fabianoaqueiroz.net