Por mais um fim de semana, a Williams permaneceu no período de “vacas magras”. Encerrando a oitava etapa no Mundial, Rubinho segue na dura batalha de tentar levar seu carro aos dez primeiros.
Montreal tem história na trajetória de Rubinho que subiu ao pódio por cinco vezes no circuito (um deles com a Jordan, em 95), é dele também o recorde em tempo de volta da pista, 1min13s622, com a Ferrari em 2004. Outra interessante marca alcançada pelo piloto, ao fim da volta 59 da corrida deste fim de semana, foi a de 15.000 voltas completadas em Grandes Prêmios de F-1, o primeiro piloto da história a registrar o número.
Pisando lá pela 17ª vez na carreira, Rubinho esteve otimista com as atualizações de seu FW32: “Temos algumas partes novas para esta corrida e eu sei que o time está trabalhando forte para melhorar nosso desempenho”. Um dos motivos para que o brasileiro conservasse o otimismo vinha de uma comparação com o resultado pouco satisfatório do GP anterior. “Montreal não tem muita aderência e é muito estreita, então é completamente diferente de Istambul e exige um pacote aerodinâmico bem diferente. Velocidade nas retas e uma boa freada são tudo que você precisa… o motor logicamente ajuda bastante“, afirmou.
Falando em motores… neste intervalo de GPs, Mark Gallagher, o chefe de operações da Cosworth, disse estar certo do retorno da Williams à vitória e teceu elogios a Rubens afirmando que será ele o homem a conquistá-la: “Não consigo dizer o quanto ele é impressionante”. A Cosworth conta com a experiência do brasileiro em relação aos motores Mercedes utilizados no ano passado além do Honda até 2008, “… quando um piloto como Rubens diz o que ele precisa, temos que tentar atingir esse objetivo”, completou. De qualquer forma, rumores quanto à substituição dos propulsores pelos da Renault na próxima temporada ainda circulam junto com a contratação de Pat Symonds, ex-engenheiro da escuderia que leva a marca na categoria (é… aquele do “NelsinhoGate”), como consultor da Williams para 2011. Aguardemos.
Treinos Livres
Os tempos registrados nos permitiram pensar em maior competitividade da equipe. “Foi legal. Tivemos uma melhora no carro. Normalmente a gente fica lá para 15º, 16° e qualquer melhora nesse sentido significa um fim de semana melhor”, disse. Mas no primeiro treino do sábado Barrichello ocupou o 17º posto na tabela de tempos, com 1min17s789, ou seja, comparado à sexta-feira, o carro não apresentou melhora considerável, dessa forma, uma classificação entre os dez primeiros já se tornava um desafio.
A Classificação
Com uma readaptação na relação de marchas, o mesmo motor utilizado na Turquia e tentando vencer as dificuldades em termos de dirigibilidade, Rubens terminou o Q2 com o tempo de 1min16s492 e por 1 décimo de segundo não desbancou a Ferrari de Felipe (10º até então). A 11ª posição no grid foi, então, melhor que o esperado. “O tempo que a gente fez está próximo do limite do carro e não tem como tirar.” Rubens ainda conseguiu melhor posição de largada que o Mercedes de Schumacher e que o Renault de Petrov.
Logicamente a passagem para o Q3 era o que Rubens queria, mas a liberdade de largar com um novo jogo de pneus numa pista que previa um desgaste maior deles poderia também ser uma vantagem. Com essa posição, a equipe arriscaria uma estratégia diferente.
A Corrida
A Williams acabou deixando os torcedores com a sensação de problemas crônicos de largada. Sem arranque ao apagar das luzes, Rubinho perdeu tempo, retomou as posições antes da primeira curva, mas o incidente com Felipe Massa à frente o obrigou a sair totalmente do trajeto para evitar outra colisão e acabou perdendo outras 5 posições.
Apesar de qualquer funcionamento de estratégia ter se dissipado por ali, Rubens mantinha bom ritmo e as posições vinham sendo recuperadas uma a uma até que um toque com Jaime Alguersuari lhe obrigou à sua terceira parada nos boxes. O impacto foi forte ao ponto de fazer com que o bico barrasse a entrada de ar dos freios. “Dava até para continuar, mas sem entrada de ar no freio meu pedal desceu completamente e tive de entrar nos boxes. A minha corrida ficou por ali“.
Com o acidente que eliminou suas chances de pontuar, Barrichello terminou o GP do Canadá na 14º posição.
Para o circuito de rua de Valência, palco da 100ª vitória brasileira (10ª de Rubens) no ano passado com a Brawn GP, o FW32 trará mais atualizações. Aliás, para o GP espanhol, são prometidas atualizações de praticamente todas as equipes, aguardemos o comparativo.
O atraso na coluna desta quinzena permitiu trazer uma informação animadora a nós, fãs do Rubens. Sim, 1 ano + 1 costuma dar 2 anos (parafraseando meu querido professor de cálculo na graduação). Segundo a revista “Auto Motor und Sport”, a Williams deve confirmar o contrato do brasileiro para a temporada 2011, sua 19ª temporada na categoria que abriga os melhores do mundo. A revista ainda trouxe um elogio de Sir Frank Williams ao veterano: “Sem Rubens, não estaríamos em lugar algum“.
Até dia 27…. Abraço.
Luiziana Gonzaga






