[Coluna Massa] Apenas um passeio por Mônaco

O GP de Mônaco, nesse fim de semana foi chato. Uma corrida sem emoções, insossa, sem graça. Mas que pode marcar um recomeço para Felipe Massa, que voltou a andar entre os ponteiros nesse fim de semana. Se bem que a prova Mônaco é uma pista que não serve de parâmetros por alguns motivos. Primeiro por que é uma pista única no calendário. Não tem nada parecido. E segundo, por causa da diferença de apenas uma semana entre esse e o GP da Espanha. Não dá pra trabalhar em novidades em um período tão curto.

Corrida de Felipe Massa em Mônaco foi decidida na largada

A verdade, sendo direto, é que a Ferrari se encaixou bem nessa pista, nas condições que ela apresentou, e Felipe Massa também teve sorte de se encaixar bem.

Durante os treinos livres, domínio de Alonso. E Massa, ainda sofrendo com os problemas de aquecimento nos pneus, andando um pouco mais próximo do espanhol. O fim de semana parecia promissor para os italianos. Mas no sábado pela manhã, Alonso detonou seu carro no guard-rail danificando o chassi. Sem poder participar do qualifying, teria de largar em último. As esperanças da Ferrari caiam sob os ombros de Felipe, que tinha andado bem pela manhã, marcando o segundo tempo.

Então veio o Q1. E Massa correspondeu, sendo o mais rápido. Chegou o Q2, e o brasileiro foi superado apenas por Nico Rosberg. Porém, na última parte da classificação, o Q3, vieram a decepção e uma constatação. A quarta posição parecia ser muito menos do que a Ferrari podia. Por outro lado, a Red Bull, que estava quieta, na dela, mostrava que seria praticamente imbatível nas apertadas ruas do principado. Na ordem, Webber, Kubica e Vettel largando a frente de Massa. A largada seria crucial para as pretensões de qualquer um, já que quase não existem pontos de ultrapassagem por lá. Largar bem ou mal poderia significar terminar a corrida um pouco mais a frente ou um pouco mais atrás. Cautela e agressividade teriam que andar juntas na hora da partida para as 78 voltas da etapa. E veio a corrida.

Felipe terá agora duas semanas para trabalhar e tentar uma recuperação no campeonato

Felipe Massa largava por fora, sendo prejudicado pela sujeira naquela parte. E assim partiram. Massa, por fora, tentou forçar, aproveitando-se de que Kubica, logo a sua frente, tentava manter a segunda posição na briga com Vettel. Não funcionou. No entanto, Felipe conseguiu uma largada segura, e não chegou a ser ameaçado por Hamilton, que largava em quinto. Ali se decidia o GP de Mônaco. Vettel ultrapassou Kubica, assumiu a segunda posição e essa foi a única troca de posições entre os cinco primeiros do grid.

Sem problemas para administrar o quarto lugar, mas sem condições de buscar um pódio, Felipe passeou por Monte Carlo. E a prova tornou-se uma procissão em fila indiana, exceto por um certo espanhol que largou em último e chegou em sexto, mesmo depois de muita polêmica com Michael Schumacher. Fernando Alonso mostrou que a Ferrari tinha potencial para estar, pelo menos, no pódio.

Se o quarto lugar de Felipe não foi um primor de resultado, pelo menos deu um alento maior à ele, visto os resultados das últimas provas. Mas ele tem um caminho longo a percorrer para recuperar o terreno perdido nesse ano. Por onde começar? Simples, tentar se ajustar ao carro e aos pneus. Estudar uma maneira de resolver logo esse problema, antes da prova da Turquia, onde ele venceu três das últimas quatro edições. Foi lá, por exemplo, que Massa venceu pela primeira vez. A pista de Istambul parece trazer bons fluidos à Felipe. E lá ele deve tentar um recomeço no campeonato, ressurgindo na briga. Tomara!

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