[Coluna Di Grassi] Uma corrida confiável.

O que se falar da atuação de Lucas Di Grassi no GP da Espanha? Bom, pode-se falar muito, pode-se falar pouco, vai depender da linha de raciocínio que será adotada, baseada nos fatos ocorridos durante a eventual prova.

Sabe-se que Lucas, não tem um dos melhores carros do grid. Aliás, tem um dos piores. Mas tem um carro mais parecido com um F1, ao contrário da Hispania, que tem seu carro baseado em uma GP2 praticamente. Mesmo não tendo em mãos um carro de ponta ou de certa forma mediano como uma Force India ou Toro Rosso, o trabalho a ser realizado durante um final de semana de grande prêmio, é mais duro e árduo do que as demais. E isso desgasta em certos momentos.

A grande dúvida é a confiabilidade do carro virginiano, que ainda não é das melhores. E esse é um dos problemas no qual a equipe Virgin e Lucas querem solucionar. Já que no último GP, foi um desastre total.

Iniciam-se as atividades no circuito de Montmeló e Lucas começa andando bem. Na seqüência dos três treinos livres, Lucas andou bem próximo de seu companheiro Timo Glock, chegando a finalizar na frente dele, algo que é totalmente favorável para o brasileiro.

Mas, desde que entrou para a F1 na equipe virginiana, a vida do brasileiro não foi fácil, sendo assim, para não perder o costume, após três boas seções de treinos livres realizadas na sexta-feira e sábado, eis que surge a “cagada”. A Virgin não entrega a tempo a relação de marchas que serão utilizadas. Neste caso, entrega tal relação com duas horas de atraso. Sendo assim, tanto Lucas, como seu companheiro Timo Glock, perdem cinco posições cada no grid. Falha feia da equipe. Pode até questionar com o motivo de ser novata, mas isso não justifica. Falhou e prejudicou a corrida de seus pilotos que já são prejudicados por não terem um carro maneiro e atrativo em termos aerodinâmicos e mecânicos. Não adianta ser lindo por fora, tem que ser lindo por dentro também. Manja?

Conseqüentemente os pilotos virginianos largariam nas últimas posições. Mas com as punições pós-classificação para Karun Chandhok e Vitaly Petrov, Lucas e Timo ganham duas posições cada.

Chega o domingo e é à hora do vamos ver. As luzes vermelhas se apagam e é dada a largada!

Lucas larga bem como sempre. Afinal é uma de suas características, a agressividade e o arrojo nas largadas e ultrapassagens. Só que mais do que isso ele não pode fazer, pois não tem carro para disputar posições em condições normais. O máximo que pode conseguir é disputar posição com uma Lotus e uma Hispania.

Além de lutar contra as dificuldades de um carro que não é perfeito, Lucas vai correndo com economia de combustível, já que o tanque de seu carro é menor. Pois nesta corrida, só Glock teria o tanque com nova dimensão.

A corrida foi transcorrendo normalmente, sem maiores problemas de confiabilidade ou algo parecido em seu carro. E isso é bom. Afinal, essa poderia ser a 2ª corrida que o brasileiro iria completar na F1.

Em certo momento da corrida, Lucas é retardatário e recebe a bandeira azul para dar passagem. Só que atrás vinham Hamilton e Vettel disputando posição, Lucas deu passagem, praticamente estacionando sobre a zebra da primeira curva. Mesmo assim, não escapou das criticas do inglês.

Após quase duas horas de prova, eis o final. Lucas Di Grassi recebe a bandeirada final e conclui mais uma prova, em último. Mas, concluiu. E isso é o que podemos considerar válido neste momento.

Muitas coisas precisam ser melhoradas, evoluídas e adaptadas. Não vi nenhuma evolução aerodinâmica significativa no carro virginiano. E está na hora dessas evoluções aparecem e surtirem resultado e já!

A próxima etapa é em Mônaco. Agora, já neste final de semana.

Abraços!

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