[Coluna Di Grassi] Os velhos "novos" problemas…

O jovem Lucas Di Grassi chega à Xangai com a expectativa de completar o seu segundo GP de Fórmula 1. Os problemas em seu carro “Virginiano” parecem ter sido solucionados já na Malásia. As motivações para uma boa classificação e uma boa corrida devido à previsão de chuva animam o brasileiro.

E como os problemas parecem ter sido solucionados, os ânimos são outros dentro da equipe. A esperança de mais uma bela corrida ser feita é evidente. Digo bela corrida, pelo fato de ser uma equipe novata e enfrentar dificuldades. E para uma equipe novata, completar qualquer corrida, é uma bela corrida.

Iniciam-se os trabalhos de sexta-feira em Xangai. Di Grassi mantém o desenvolvimento do VR-01, realizando um considerável treino de sexta-feira. No 1º treino-livre, o brasileiro marcou o 21º tempo, já no 2º treino-livre, marcou o 22º tempo. Tem inicio o 3º treino-livre, que é realizado no sábado, antes do treino classificatório. Di Grassi registra mais uma vez o 22º tempo.

Chegou a hora do vamos ver, é iniciado o treino de classificação, que por sinal, foi o treino de classificação mais chato desde que comecei a assistir a F1. E isso tem cerca de, 18 anos.

O esperado, é que Di Grassi consiga ao menos, ficar à frente de seu companheiro de equipe Timo Glock. Mas isso não é possível. O brasileiro consegue mais uma vez o 22º tempo na classificação. É eliminado no Q1 e fica atrás de Glock mais uma vez na classificação. Glock conseguirá a 19º posição. Neste casso, Di Grassi ficou apenas à frente dos carros da Hispania, que por sinal, mostram certa evolução.

Chegou o domingo em Xangai. Domingo que começou ensolarado. Mas a previsão é de chuva para o inicio da corrida. E a chuva já veio antes da largada. Veio fraca, mas veio.

Olho para o grid, cadê o Lucas de Grassi em seu carro “Virginiano” de número 25? Não encontro. Chega à informação de que Di Grassi largará dos boxes. Sim, dos boxes.

É dada a largada. E Di Grassi que largaria dos boxes, não largou. Só largou seis voltas depois. Seu carro teve problemas de embreagem. A equipe tentou solucionar o problema, colocando o brasileiro para a pista. Mas o problema voltou e Di Grassi teve que abandonar a prova poucas voltas depois.

Vejam algumas palavras de Lucas Di Grassi:

“Obviamente essa não é a melhor forma de terminar nosso final de semana e isso é muito frustrante, porque nós tivemos dois dias muito bons nas sexta e no sábado”.

“Vamos trabalhar muito para identificar os problemas, consertá-los e voltar à forma do desempenho que tivemos na Malásia, porque nós temos de fazer isso para continuarmos como a melhor entre as novas equipes”.

Bom, se a Virgin não solucionar logo esses problemas que tem em seus carros, vai acabar ficando atrás da Hispania até nos treinos. Já está ficando nas corridas. Afinal, A Hispania concluiu a corrida com seus dois carros. E aí, como fica? Se não correr atrás do tempo perdido, vai ficar difícil. E só quem tem a perder com isso são seus pilotos, Timo Glock e Lucas Di Grassi. Esperamos que esses problemas sejam solucionados até o GP de Barcelona. São três semanas de intervalo, é o suficiente para ver, rever, analisar e identificar os problemas e solucioná-los.

Até Barcelona!

Abraços!

P.S:. Peço desculpas pela demora na postagem desta Coluna, mas sou um ser humano como qualquer outro e tenho meus problemas pessoais para serem resolvidos, que por sinal, ainda não resolvi. Espero que entendam.

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