Muitos podem pensar que, ao encarar uma corrida que durou apenas 03 voltas, Bruno Senna teve um final de semana sem muito trabalho!
Errado!
Se considerarmos o fato de que tudo o que era possível foi feito para que o carro funcionasse perfeitamente desde o inicio dos treinos livre de sexta-feira, Bruno teve um trabalho árduo e desgastante em Melbourne. A trajetória foi curta, mas muito difícil.
O local e a pista são especiais.
Foi em Melbourne sua primeira vitória no automobilismo profissional em 2006, após uma corrida da F3-Inglesa também na chuva. Na época, corria pela equipe de Kimi Raikkonen, a Raikkonen-Robertson Racing, e muito se falou de Bruno que levou sua primeira de cinco vitórias daquela temporada, a primeira vitória debaixo de chuva da carreira. Os jornalistas mais sensacionalistas começaram desde então uma comparação exagerada com seu tio Ayrton, também conhecido pelo talento inegável nas pistas molhadas.
Bruno sempre soube que as comparações não seriam saudáveis e, já perseguido pelo sobrenome famoso, teria que despistar esse tipo de vinculo para o bem de sua carreira, o que fez com muito sucesso. Além das comparações nas categorias de base, lembro que no Bahrein, Galvão Bueno tentou comover o publico com certos sentimentalismos fora de hora não mencionados nesta ultima corrida. Bruno foi sério e objetivo (características já marcantes do piloto) em sua entrevista ignorando totalmente a questão levantada pelo narrador através de Carlos Gil, um dos melhores repórteres de automobilismo da emissora.
Com problemas desde as primeiras voltas na sexta-feira, Bruno conseguiu evoluir seu carro em relação a ultima etapa melhorando a parte aerodinâmica, um dos principais objetivos da equipe que não conseguiu participar de nenhuma sessão de treinos da pré-temporada, fato que prejudicou e contribuiu muito para os 7s de desvantagem para as equipes “grandes” mostrados na Austrália.
Entretanto, a parte mecânica de sua HRT parece estar estagnada desde o lançamento do carro. Com o mesmo problema no sábado e no domingo, a corrida na Austrália de Bruno Senna foi mais curta que sua participação no Bahrein. Em Melbourne, apesar de ter um inicio de prova relativamente bom na chuva, Bruno conseguiu dar 3 voltas antes de abandonar com problemas no câmbio, quando no Bahrein parou após 17 giros com problemas no motor. Bruno disse, após sua participação na corrida, que o carro é tão difícil de pilotar que “parece que a frente é um carro e a traseira é outro!” – Com essa frase já da para ter noção do que Bruno vem “sofrendo” nas pistas.
A boa noticia do final de semana é que a dedicação e paciência de Bruno no desenvolvimento do carro vêm dando resultado considerando que, nas primeiras vezes que foi para a pista no Bahrein, a diferença para os demais beiravam os 12s e neste final de semana da Austrália, a diferença já caiu para 7s. Como o próprio disse após o GP do Bahrein, “A diferença, a partir de agora, vai cair em segundos com o desenvolvimento do carro!”. Isso mostra a confiança que Bruno tem em seu trabalho e no empenho da equipe em geral de melhorar.
Bruno vem mostrando aos fãs de F1 que é um piloto dedicado, focado, determinado, rápido e potencializa ao máximo sua pouca experiência com automobilismo para melhorar sua situação dentro do grid. Acredito que ninguém esperava vitórias ou pódio de Bruno neste ano de estréia, mas depois que sua equipe lançou seu carro e foi para pista no Bahrein, a torcida e o próprio piloto passaram a ter um foco diferente: Torcer por evolução – do carro e de Bruno Senna.
Eu torço por um Bruno Senna melhor e mais competitivo em 2011 e, se possível, em uma equipe melhor desenvolvida e com possibilidades de dar um equipamento à altura do talento do brasileiro.
Crédito das imagens: GP Update e HRT Official WebSite





Excelente coluna… mto bem escrita… claro que é triste ver o Bruno nas ultimas posiçoes do grid, abandonando as corridas, assim como o Di Grassi, mas, temos que parar pra pensar que experiencias em equipes problematicas dao mto conhecimento para o piloto, tanto na parte mecanica como na parte aerodinamica, afinal, só aprende quem passa por problemas e os resolve!!! Continuamos torcendo, sempre!
O Bruno ainda está muito aquém do nível dos pilotos de F1. Não só como a qualidade do piloto como a da equipe que junto com as que acabaram de entrar no campeonato tem mais chances de trazer problemas e perigos para a pista do que um show do automobilismo.
Sou totalmente contra a entrada dessas equipes.
A propósito, a matéria ficou excelente!
infelizmente ele nao tem carro…. se ele andar devagar, vai ateh o fim… se ele explorar o carro, anda 3 voltas…. vejam isso em karun chandhok… ele tem q ser mesmo q nem o tio, e andar com o carro ate o talo.
Como já havia dito antes, o Bruno é um piloto de baita talento, tem tudo para ser campeão. Infelizmente começou em uma equipe que está estreiando na categoria e tem seus problemas como qualquer outra, só que mais do que as outras.
Ele tem potencial para ser o melhor, isso é fato. Mas é bom estar começando assim, as vezes as adversidades do momento, são as vitórias do futuro. Ele está ciente disso.
Parabéns pela coluna! #TamoJunto
Fer, parabéns!Seus artigos instigam até quem nunca pensou em ler algo do gênero a admirar esse mundo da velocidade e adrenalina. Sei que é o que mais gosta de fazer e por sinal faz muito bem. Isso é apenas o começo. Te admiro muito!
Metaforicamente podemos dizer que a atuação de um piloto não está no número de curvas que ele faz, mas a maneira que o mesmo conduz e nesse aspecto realmente Bruno Senna mandou muito bem!
Better luck next time
O Bruno está tendo muito trabalho com esse carro da Hispania. Mas será bompara seu desenvolvimento. Agora que a equipe sabe que pode terminar corridas, é trabalhar nesse sentido, tentando minimizar os erros.
Senninha, como Di Grassi, tem passado por um caminho de pedras… De equipes novas, não era de se esperar mesmo um mar de rosas mas… que elas possam melhorar e os brasileiros também mostrarem a que vieram.
Fica a torcida.
Acredito que o momento vivido pelo Bruno Senna será muito importante para seu futuro como piloto de Fórmula 1. E isso vale para a questão técnica e para a questão psicológica.
O importante agora é ele se preocupara em aprender como se desenvolve um carro de F1. E o aprendizado em um carro como a Hispania, valerão muito a pena quando ele tiver nas mãos um carro competitivo.
Torço para que ele aproveite bastante esse momento!