Após os problemas hidráulicos no Bahrein, Lucas Di Grassi chega à Melbourne para a disputa da 2ª etapa do mundial. As expectativas são de primeiramente, superar os problemas vividos no Bahrein e posteriormente, conseguir completar a corrida.
Eis que Di Grassi aproveita os momentos antes do GP e tira um tempo para surfar nas praias australianas, neste caso, um evento promocional da Virgin. Vale lembrar, que Di Grassi também é surfista. Chegou inclusive a ser patrocinado pela Quiksilver na época da GP2.
Iniciam-se as atividades para Di Grassi em Melbourne, mas o carro não apresenta um bom desempenho no qual era esperado. Não um desempenho de surpreender o mundo, mas um no qual fosse melhor do quê o apresentado no Bahrein.
Nos treinos livres, Di Grassi mantém-se andando no grupo de trás com seu carro, diga-se “novatas”. Chega a andar em alguns momentos à frente de seu companheiro Timo Glock, mas nada de espantoso, apenas problemas dessa vez, no companheiro.
Com a classificação, condições diferentes de pista e modificações em ajustes no VR-01, o esperado é um melhor rendimento de seu carro, algo que não acontece. Di Grassi sofre com mais problemas, só que dessa vez com acertos escolhidos para as “fast-laps”, ficando 0s6 atrás de Glock. Mas algo de bom ainda poderia acontecer na corrida em si, já que existia a expectativa de chuva para a mesma.
Ainda no sábado à noite, a equipe de Lucas verificou problemas na bomba de combustível não só do brasileiro, como também do alemão Timo Glock. Ambos tiverem que largar dos boxes.
É dada a largada, com Di Grassi partindo dos boxes. A pista molhada e o traçado de Albert Park aparentam dar uma característica especial para a prova do brasileiro. Até a primeira parte da prova, o carro apresenta um bom desempenho, com tudo correndo dentro do esperado.
Um dos momentos marcantes durante a prova foi o duelo do brasileiro com o nada mais, nada menos sete vezes campeão do mundo de F1, Michael Schumacher. Após retornar dos pits, o alemão tentou a ultrapassagem em cima de Di Grassi, conseguindo posteriormente, mas levando um “X” em uma bela manobra do brasileiro.
A decisão de parar nos pits para a troca dos pneus intermediários para os slicks renderam uma perca de tempo, mas nada fora do padrão.
Di Grassi vinha mantendo uma boa participação no GP, até que na 26ª volta teve que abandonar a prova por problemas em seu carro. Dessa vez foi um vazamento hidráulico, algo que por sinal, já havia ocorrido no Bahrein.
Como o próprio disse, a expectativa é que os problemas hidráulicos sejam resolvidos já para o GP da Malásia no dia 4 de abril: “Vamos encontrar o problema e resolvê-lo. Com certeza estaremos melhores na próxima corrida. São pequenos passos que talvez outras pessoas não possam ver, mas são grandes evoluções para nós, uma equipe estreante. Estamos trabalhando duro para melhorar nossa situação e tenho plena confiança de que iremos evoluir”, avaliou.
“Já melhoramos bastante em relação à última corrida, mas ainda temos muito o que fazer para o carro terminar os GP’s. Tivemos uma boa performance, e vamos passar a fazer corridas melhores assim que o problema de durabilidade se resolver”, concluiu Lucas.
Não só Di Grassi, como toda a equipe Virgin e torcedores, esperam um carro mais consistente, para assim, o primeiro objetivo do brasileiro seja conquistado, que é finalizar uma corrida neste começo de temporada.
Como já dito, o próximo GP é na Malásia, dia 4 de abril. Até lá!
Abraços.


É triste ver os nossos brasileiros no final do grid. Mesmo sem levar o patriotismo em consideração, são ótimos pilotos que mereciam melhor sorte! Vamos continuar torcendo para Bruno e Lucas!
É… os brasileiros mereciam mesmo algo melhor. É uma pena não poderem mostrar o talento por falta de equipamento à altura.
GRANDE PILOTO! Uma boa corrida, até a interrupção forçada. Uma pena para a equipe. Tem quee solucionar logos esses problemas… Queria poder ver as equipes estreantes completando a prova e sem ter motivo pra essas duras críticas que os profissionais vêm fazendo… triste!
O di Grassi ainda vai sofrer bastante com o carro da Virgin, infelizmente. Porém, mostra muito talento e vontade. Não está muito atrás do bom Timo Glock, o que já é um grande feito, pois está na F1 há duas corridas. Vai evoluir muito ainda